As eleições presidenciais estão sendo realizadas nesta domingo para o primeiro turno
O senador e ex-guerrilheiro Gustavo Petro conseguiu, com ampla vantagem, garantir neste domingo (29) sua indicação como candidato da esquerda à presidência da Colômbia. O voto não é obrigatório na Colômbia. Se não houver vencedor entre os seis candidatos, o segundo turno será realizado no dia 19 de junho com os dois candidatos mais votados.
Como previsto, o esquerdista de 61 anos foi o grande vencedor nas primárias ou consultas partidárias. Ele obteve mais de 80% dos votos da aliança de esquerda Pacto Histórico, derrotando a ambientalista Francia Marquez, que obteve 15% dos votos.
A votação consolidou a candidatura de Petro como o favorito para vencer as forças da direita e do centro nas eleições presidenciais de 29 de maio. A Colômbia sempre foi governada pela direita, mas pesquisas apontam que Petro, ex-prefeito de Bogotá, tem uma real chance de ser eleito presidente.
Quase 39 milhões de eleitores foram convocados para escolher quem vai suceder o atual mandatário Iván Duque e comandar o país entre 2022 e 2026. Seis candidatos disputam o páreo, após duas desistências, e o pleito tem um fato inédito: pela primeira vez um candidato de esquerda lidera as pesquisas.
Num país cansado da violência do conflito armado, do tráfico de drogas e da criminalidade, corrupção, pobreza e desigualdade que alimentaram protestos populares em 2019 e 2021, Gustavo Petro, candidato da coligação de esquerda Pacto Histórico, encontrou terreno fértil para o seu discurso de mudança.
Na segunda posição nas pesquisas aparece o conservador Federico “Fico” Gutiérrez, ex-prefeito de Medellín, de 47 anos, que aparece com entre 20% e 25% das intenções de voto. Defensor de um liberalismo moderado, ele propõe aumentar investimentos em infraestrutura, o que tornou o candidato favorito do mercado.
Gutiérrez é seguido de perto pelo empresário populista independente Rodolfo Hernández, de 77 anos, que soma 19% das intenções de votos, e que já foi chamado de “Trump tropical” pela imprensa local e que subiu nos levantamentos nos dias que precederam o primeiro turno.
Em 2018, quase metade da população, cerca de 47% dos colombianos, decidiu não ir votar, ao passo que no referendo sobre a paz, em 2016, a abstenção foi de 62% e foi uma das chaves para a vitória do ‘não’ ao acordo com as Farc.
