Entre os condenados estão 16 jovens entre 16 e 18 anos. Algumas pessoas foram sentenciadas a 25 anos de prisão
O regime cubano condenou 381 pessoas que participaram da onda de protestos que ocorreram na ilha em julho de 2021, segundo um balanço publicado pela procuradoria do país na segunda-feira (13). Entre os condenados estão 16 jovens com entre 16 e 18 anos. No total, 36 pessoas foram sentenciadas a penas de até 25 anos, após serem consideradas culpadas por sedição.
Entre 11 e 12 de julho passado, Cuba foi palco de uma série de protestos que levaram milhares de pessoas às ruas de diversas cidades da ilha, na maior onda de manifestações contra o regime em décadas. Manifestações desse tipo são na república socialista unipartidária, que não permite oposição política organizada.
Foram os primeiros grandes protestos desde o “Maleconazo” de 1994, quando milhares de cubanos protestaram em meio à crise econômica do chamado “Período Especial”, os anos seguintes ao fim dos subsídios fornecidos pela União Soviética.
Em 2021, muitos manifestantes protestaram contra as condições econômicas, problemas no fornecimento e escassez de alimentos e medicamentos. Outros exigiram mais liberdade. As tensões na ilha se acentuaram durante o auge da pandemia de covid-19, que castigou ainda mais a combalida economia cubana.
O regime respondeu organizando contramanifestações de “apoio” ao governo e o envio de forças de segurança para conter os protestos críticos ao regime. O presidente Miguel Díaz-Canel, por sua vez, acusou os EUA de financiarem os protestos e exortou seus partidários a confrontar fisicamente os críticos do regime.
A repressão deixou pelo menos um morto. Dezenas ficaram feridos, e mais de 1.300 acabaram sendo detidos. Centenas de pessoas ainda estão na prisão, segundo a organização civil Justicia11J, informou a DW.
