Sete candidatos ao governo voltaram a se enfrentar num terceiro encontro de ideias para o Distrito Federal
Por Misto Brasília – DF
A participação da plateia deixou o confronto dos candidatos ao governo do Distrito Federal mais quente no terceiro debate, promovido desta vez pelo Metrópoles,
O governador Ibaneis Rocha (MDB), que não participou do segundo confronto promovido pelo Correio Brasiliense e TV Brasília, foi novamente o principal alvo dos adversários. E como nos anteriores, o assunto mais discutido foi a saúde pública.
O debate foi o mais quente até agora realizado, com acusações fortes. Até a mediadora foi trocada por outra.
Segundo a produção, ela se sentiu mal. Foi na passagem do segundo para o terceiro bloco e coincidiu com um entrevero entre a candidata Leila Barros (PDT), e o deputado Hermeto (MDB), que estava na plateia. Na confusão, o deputado foi expulso do auditório do IDP.
O candidato do PSB, Rafael Parente, ao responder a uma pergunta do senador Izalci Lucas (PSB), disse que o governo fica sentado, “como fica sentado no debate. Sentado e bebendo e não faz nada”.
O candidato da federação PT, PV e PCdoB, Leandro Grass, também foi para o ataque. Levantou as dúvidas sobre gestão e necessidade do Instituto de Saúde (IgesDF). “Esse modelo não funcionou”. E disse que vai desativar progressivamente o instituto, discurso que também foi repetido pela candidata Leila Barros.
Ibaneis Rocha também partiu para o confronto. Para Rafael Parente, disse que ele deveria explicar a sua fortuna, em resposta a uma provocação do adversário, e que ele não conhecia Brasília. Como resposta pa Grass, afirmou que o deputado distrital faz “acusações baratas inclusive aos servidores do IgesDF, que vai melhorar, inclusive”. E que “soltar mentiras em público é você, não eu”.
O candidato do PSD, Paulo Octávio, defendeu a melhoria da segurança, da saúde e da educação. Sobre a segurança, afirmou que vai aumentar o efetivo das polícias e do Corpo de Bombeiros.
A candidata do Psol, Keka Bagno, mais uma vez foi precisa no tempo destinado às respostas. E defendeu um orçamento participativo e lamentou, segundo ela, que apenas uma família controla o transporte público.
Izalci Luca criticou o sistema de transporte coletivo, como os demais adversários de Ibaneis. Afirmou que há 30 anos os empresários definem o itinerário dos ônibus, porque “falta política, falta tecnologia. Rafael Parente sugeriu maior competição entre os modais que atuam nas cidades e que há necessidade de uma transição de veículos a disel por ônibus elétricos.
Paulo Octavio pretende ampliar os ramais e a capacidade do metrô, e lembrou que no governo Joaquim Roriz, na década de 1990, “muita gente” criticou o projeto do metrô. “Precisamos ampliar o metrô, criar o anel viário, o VLT para Taguatinga e Ceilândia”. De acordo com ele, essas propostas estão no plano de metas divulgado hoje (23).
