Acusado de matar o marido, Uwe Herbert Hagn embarcou domingo para a Alemanha
O cônsul alemão Uwe Herbert Hahn, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) de matar o marido, embarcou neste domingo para a Alemanha, dois dias após ser solto em razão de um habeas corpus.
A 4ª Vara Criminal da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia do MP por homicídio qualificado, apresentada nesta segunda-feira (29), decretou a prisão preventiva de Hahn e determinou o envio de um ofício à Polícia Federal inclusão do nome do diplomata na lista de procurados e foragidos da Interpol.
Segundo o portal de notícias G1, Hahn deixou o Rio na noite de domingo e chegou a Frankfurt na manhã desta segunda. De acordo com o site da revista alemã Der Spiegel, investigadores da polícia alemã devem encaminhar, através da Justiça, um pedido de informações às autoridades brasileiras sobre as investigações do caso.
Ainda segundo o periódico, o Ministério do Exterior alemão não quis dar detalhes a respeito do retorno do cônsul à Alemanha. Um porta-voz afirmou que o ministério mantém contato com as autoridades no Rio de Janeiro nas últimas semanas e que tomou conhecimento que o alemão fora libertado da prisão. Por razões de proteção da privacidade, no entanto, ele frisou que não pode fornecer mais informações.
Hahn havia sido preso em 6 de agosto sob suspeita de assassinar o marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, com quem foi casado por 20 anos, e tentar encobrir o crime.
De acordo com a polícia, o diplomata afirmou que a vítima teria passado mal e sofrido uma queda. Contudo, uma análise do corpo e do imóvel em que o casal residia em Ipanema, bairro nobre da zona sul carioca, aponta que Biot teria sido espancado – ele teria sido incapaz de reagir por, segundo a denúncia da promotoria, estar alcoolizado e sob efeito de medicação para tratar ansiedade.
