Situação de conflito se arrasta por anos com grandes proprietários no interior do Maranhão
Por Misto Brasília – DF
Integrantes do Movimento dos Sem Terra (MST) teriam ateado fogo em pilhas de eucalipto na fazenda Viena, em Itinga. A madeira cortada e pronta para uso em indústria, seria levada para Açailândia, também no interior do estado do Maranhão. A mesma ação foi realizada há alguns anos numa fazenda da Vale.
A denúncia foi formulada pelo Centro das Indústrias do Maranhão (Cimar). Neste domingo (04), a entidade informou que há um mandado judicial para que a fazenda, rebatizada pelo MST de Marielle Franco, seja desocupada, mas há dois anos ela não é cumprida pela Polícia Militar.
No final de março, o MST publicou que desde a ocupação em 2018, as famílias vivem sobre um cerco de milícias armadas, pagas pela empresa Viena Siderúrgica “que é a grileira da área”.
O ataque coincidiu com a visita do candidato à presidente da República, Lula da Silva, que se encontrou no sábado com apoiadores em São Luís. O MST faz campanha aberta em favor do ex-presidente.
O Cimar, segundo o Jornal Pequeno, indicou que há outras cinco fazendas ocupadas no estado. Elas pertencem à Suzano, maior indústria de papel da América Latina, que tem uma unidade industrial em Imperatriz, no sul do Maranhão.
