É uma forma de cultivo que permite ampliar e diversificar a produção de alimentos preservando a floresta
Em entrevista à Sputnik Brasil, fundador de hub de inteligência agroflorestal diz que o sistema pode ampliar e diversificar a produção de alimentos do país, elevando sua posição global, caso seja adotado pelos grandes produtores nacionais.
Não há dúvidas de que o Brasil é um gigante na produção de alimentos. O país figura entre os quatro maiores produtores de alimentos do mundo, junto com China, Estados Unidos e Índia. Mas há espaço para subir ainda mais.
Valter Ziantoni, CEO e fundador do hub de inteligência agroflorestal Pretaterra, explica que o Brasil tem potencial para ser líder global no setor e garantir a segurança alimentar no mercado interno, em um momento em que o conflito entre Rússia e Ucrânia, a guerra de sanções contra Moscou, problemas logísticos e climáticos, entre outros, escancaram a importância de ser autossuficiente na produção de alimentos. Segundo o especialista, a chave para isso está no sistema agroflorestal.
A agrofloresta é uma forma de cultivo que permite ampliar e diversificar a produção de alimentos preservando a floresta. Diferentemente da monocultura, ela não necessita que sejam abertas grandes áreas para produzir. Em vez disso, ela faz das árvores suas maiores aliadas.
“Ela é agro porque produz alimentos, mas ela produz alimentos replicando a lógica da natureza na floresta. Essa é a grande diferença. A agrofloresta sempre usa árvores, e quando ela usa árvores ela replica a lógica da floresta, mimetiza os processos da natureza na interação das árvores com os cultivos produtivos. Isso é o mais importante”, afirma Ziantoni.
É importante destacar que agrofloresta não é o mesmo que ecofloresta, uma vez que o nome pode sugerir alguma semelhança. “Ecofloresta é tudo que é conservação e preservação de florestas, sendo conservação o uso sustentável e preservação o não uso, ou seja, a preservação absoluta. A agrofloresta é um sistema de cultivo milenar”, explica o CEO.
