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Coligação de Lula reclama que decisão não teria sido cumprida

Lula da Silva e Geraldo Alckmin São Paulo Misto Brasília

Alckmin ao lado de Lula num jantar em São Paulo/Reprodução rede social

Ministro determinou a remoção de publicações que vinculam o petista a organização criminosa PCC

Por Daniel Mello – DF

A coligação do candidato do PT à Presidência, Lula da Silva (PT), entrou com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Afirma que o adversário nas eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL), descumpriu uma decisão do presidente do tribunal, ministro Alexandre de Moraes.



O ministro determinou a remoção de publicações que vinculam o petista a organização criminosa PCC. A coligação pede que Bolsonaro seja multado. Segundo os advogados da campanha, Bolsonaro mantém as postagens que fazem a associação de Lula aos criminosos no Twitter.

Na decisão do último dia 2, Alexandre de Moraes considerou falsas as publicações que afirmavam que o líder do PCC, Marcos Camacho, o Marcola, havia declarado voto em Lula. No texto da liminar, Moraes afirma que a publicação veicula “fato sabidamente inverídico, com grave descontextualização”.



“Na verdade, os diálogos transcritos, além de se relacionarem a condições carcerárias, apresentam apenas conotação política, pois retratam suposta discussão de Marcola e outros interlocutores a respeito de Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro”, ressaltou Moraes. “Embora o teor dos diálogos revele uma discussão comparativa entre os candidatos, não existe declaração de voto, fato constante no próprio título da notícia”, acrescentou o ministro.

Além de Bolsonaro, a decisão também afetou veículos jornalísticos, jornalistas e outras figuras políticas que haviam compartilhado a informação falsa, como o site O Antagonista, a Rádio Jovem Pan e o portal Terra.


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