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Economia vai mal, mas vendas de armas vão bem

Ucrânia manobras militares porta-aviões Misto Brasília

Porta-aviões são máquinas de guerra de grande mobilização mobilização/Arquivo/Der Spiegel

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O principal motivo para a crise econômica é a pandemia, mas não afetou a venda de armas que foi 4,2% melhor no ano passado

O ano passado não foi um bom ano para a economia: falta de mão de obra, cadeias de suprimentos interrompidas e mercadorias que chegavam atrasadas ou sequer chegavam. Como no ano anterior, o principal motivo para isso foi a pandemia de Covid-19.



Mas apesar das dificuldades, os 100 maiores produtores de armas do mundo conseguiram faturar juntos 592 bilhões de dólares (R$ 3,1 trilhões) em 2021, o que corresponde a um aumento de quase 2% em relação ao ano anterior.

Os EUA ainda respondem pela maior parcela disso. Fabricantes de armas americanos respondem por cerca de metade das vendas globais. No entanto, as vendas no mercado americano caíram ligeiramente em 2021.

“Os problemas causados pelas interrupções das cadeias de suprimentos atingiram as empresas americanas com mais força”, explica Xiao Liang, um dos autores do mais recente relatório anual do Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri, na sigla em inglês), sediado na Suécia.



Ele vê o motivo da retração em uma espécie de “covid longa” da economia, que ainda não se recuperou. “Além disso, há também a alta inflação nos EUA em 2021. Esses são os dois principais motivos.”

As vendas na Europa cresceram 4,2% no ano passado. E isso ainda foi antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022. De acordo com o Relatório Sipri 2022, a guerra de agressão russa fez disparar a demanda por armas na Europa e nos Estados Unidos, informou a DW.


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