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Moro e Dallagnol criticam decisão do STF sobre Sérgio Cabral

Sérgio Moro ex-juiz senador Misto Brasília

Sérgio Moro é senador da República pelo estado do Paraná/Arquivo

O ex-juiz e o ex-procurador da República também criticaram o “afrouxamento” da legislação contra a corrupção

Por Misto Brasília – DF

O deputado federal eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol (Podemos), comemorou o adiamento para o ano que vem da votação da proposta que muda a lei das estatais. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados, mas ainda depende do Senado e depois da sanção presidencial para ser alterada a lei.



Segundo o ex-procurador da República, estão caindo as proteções que existem contra a corrupção. Foi com a manifestação de várias entidades, disse ele, que forçou o Senado a adiar a votação da lei das estatais.

Ele criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a liberdade que será concedia ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

“É o fim. O último preso da Lava Jato, e um dos que mais representou a absoluta falência moral e a decadência da corrupção no Brasil, foi solto pelo STF, com voto decisivo de Gilmar Mendes”, acredita Dallagnol.



A soltura de Sérgio Cabral teve votos dos ministros André Mendonça, Ricardo Lewandowski e por último de Gilmar Mendes. Ele foi condenado a 430 anos de prisão.

E hoje (17) o senador eleito pelo Paraná, Sérgio Moro (União Brasil), também lamentou a determinação do Supremo em julgamento virtual.

“Sérgio Cabral solto, a responsabilidade fiscal abandonada, as estatais ameaçadas pela volta do loteamento político. Vivemos tempos desafiadores nos quais a honestidade parece ter sido banida. Lutaremos no Senado para restabelecer a verdade e a justiça”.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral decidiu, por unanimidade, negar o recurso da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV – Fe Brasil), que questionava o registro de candidatura de Sérgio Moro. Com a decisão, o plenário confirma que ele poderá assumir a cadeira no Senado Federal a partir de 2023.


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