Anderson Torres fez um comentário apenas nas redes sociais. Polícia investiga novos envolvidos
Por Misto Brasília – DF
Continuam as investigações pela Polícia Civil do Distrito Federal de um complô para provocar um ataque terrorista em Brasília.
No sábado houve a apreensão de um artefato de uma bomba e no sábado à noite foi preso um suspeito, que seria um apoiador para o golpe militar no Brasil. Atualizado às 18h36
A Polícia Federal e o Ministério da Justiça e Segurança Pública não se manifestaram sobre o caso. E somente quase 17 horas da prisão, o ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) veio a público para comentar o fato. E somente pela sua conta no microblog Twitter.
Segundo o ministro Anderson Torres, a sua pasta mandou um ofício para a Polícia Federal. A orientação, segundo o ministro que fica no cargo até o dia 31, é “acompanhar a investigação e, no âmbito de sua competência, adotar as medidas necessárias quanto ao artefato encontrado ontem (24) em Brasília. Importante aguardarmos as conclusões oficiais, para as devidas responsabilizações”.
O empresário do Pará de 54 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Civil, teve a prisão preventiva decretada. Ele confessou aos policiais que outras pessoas estão envolvidas nesta conspiração. George Washington de Oliveira Sousa é dono de um posto de gasolina em Xinguá e teria chegado em Brasília no dia 12 de novembro.
Foram apreendidos armas, munições e outros artefatos explosivos num apartamento do Sudoeste, que tinha sido alugado. O valor estimado seria de R$ 160 mil.
Na bomba que foi retirada e depois detonada pela polícia havia um banana de dinamite ligada a um sistema de detonação que poderia ser explodida a distância.
O objetivo do ataque era provocar uma intervenção das Forças Armadas e daí o presidente decretar o estado de sítio no Brasil.
O homem preso montou o artefato e uma outra pessoa colocou a artefato bomba numa caixa de papelão junto a um caminhão que transportava querosene de aviação. Duas pessoas teriam sido identificadas, mas não foram detidas ou presas.
Todos esses suspeitos frequentam o acantonamento dos bolsonaristas no QG do Exército, no Setor Militar Urbano. O ajuntamento de pessoas que querem o golpe militar acontece desde o dia 30 de outubro, quando foram encerradas as eleições para o segundo turno.
Até agora não houve nenhuma atitude da Presidência da República e do Exército para retirar os manifestantes que são contra a Constituição e a democracia brasileira.
