O país vive uma onda de revolta popular. Os manifestantes pedem a renúncia de Dina Boluarte
O governo da presidente Dina Boluarte publicou neste sábado (14) um decreto que prolonga em 30 dias o estado de emergência nas regiões de Lima, Cusco, Puno, Callao e em outras três províncias e um distrito.
A medida visa controlar o protestos contra o governo, que já mataram 49 pessoas desde dezembro de 2022.
Boluarte assumiu o cargo em 8 de dezembro de 2022, depois que o então presidente Pedro Castillo, eleito em junho de 2021, tentou dissolver o Parlamento e foi preso sob a acusação de golpe de Estado.
Desde então, o Peru vive uma onda de revolta popular. Os manifestantes pedem a renúncia de Boluarte, a dissolução do Parlamento e a convocação de novas eleições.
Os confrontos mais sangrentos ocorrem no sul do país, que concentra boa parte da população indígena e rural e onde na segunda-feira passada 20 morreram na cidade andina de Juliaca, incluindo um policial. Quase todas as vítimas são de ascendência andina e de origem indígena.
Nesta sexta-feira, Boluarte rejeitou a renúncia durante um pronunciamento televisivo em que pediu “perdão” caso seu governo tenha “se equivocado em encontrar a paz e a calma” e assegurou que não entregará o cargo e que continuará “promovendo o diálogo da paz” para superar a crise.
