Objetivo é ampliar os negócios alemães na região. No Brasil, houve uma queda nas exportações da Alemanha
Por Misto Brasília – DF
O chanceler alemão Olaf Scholz começou ontem a sua viagem pela América Latina. O primeiro país a ser visitado foi a Argentina, depois será o Chile e depois o Brasil. O alemão está preocupado em ampliar a participação no comércio e com o avanço da China na região.
A visita do chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, ao Brasil, que ocorre nesta segunda-feira (30).
“A América Latina possui um potencial inacreditável”, afirmou, acrescentando que temas como expansão de energias renováveis, ecologia e sustentabilidade estão em pauta na região, assim como na Europa.
Para o Brasil, Argentina ou Chile, a Alemanha é como um antigo amigo da escola, que faz visitas esporádicas, nas quais a amizade e os velhos tempos são brindados, e depois desaparece rapidamente de novo.
Produtos da Alemanha são responsáveis por 5,1% das importações do Brasil. Nos últimos 20 anos, caíram quase pela metade. Ao mesmo tempo, a China passou a ser o principal fornecedor do Brasil, com 22,8%, além de ser o maior comprador de bens brasileiros.
O presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, esteve em Brasília para a sua posse do presidente Lula da Silva (PT). O presidente francês, Emmanuel Macron, também já anunciou uma viagem ao Brasil.
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia será também um tema que volta ao topo da agenda nas conversas com os chefes de Estados europeus. Devido à política climática de Bolsonaro, o acordo acabou paralisado.
Apesar da resistência do lobby do agronegócio, o Brasil “tem um grande interesse em fechar o acordo”, afirma Fietz. Segundo a especialista, o acordo deve ganhar um novo impulso quando a Espanha assumir a presidência do Conselho Europeu na segunda metade deste ano. “A Espanha é uma grande defensora da zona de livre comércio”.
