Ficou para terça-feira a indicação dos nomes, já que a base do governo pleiteia a relatoria e a presidência
Por Misto Brasília – DF
Pela terceira vez os deputados distritais não chegaram num acordo para a presidência e relatoria da CPI dos atos antidemocráticos. As indicações dos nomes ficou de acontecer hoje (02) à tarde, mas foi adiado para terça-feira (07).
O líder do governo, deputado Robério Negreiros (PSD), tinha sugerido que essa definição acontecesse em outra ocasião. Depois de duas horas de sessão plenária, não houve consenso, embora o presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wellington Luís (MDB), tenha suspenso os trabalhos por meia hora.
O objetivo era chegar a um acordo, o que acabou não acontecendo. Veja o vídeo com a entrevista com Wellington Luís logo abaixo.
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Entre os relatores citados, está o nome do deputado Chico Vigilante (PT). A presidência ou a relatoria também são disputadas por deputados Pastor Daniel de Castro (PP) e o deputado Hemeto (MDB).
Dos sete integrantes da CPI, dois fazem oposição ao governo, e os demais integram a chamada base governista. Minoria, a oposição defende ocupar um dos dois cargos estratégicos para o andamento das investigações.. Só assim, argumentam, haverá representatividade. Os integrantes da base, contudo, também pleiteiam esses cargos.
Durante a sessão, quando diversos parlamentares discursaram sobre os atos criminosos dos dias 12 de dezembro e 8 de janeiro – alvos da CPI –, o deputado Chico Vigilante (PT), membro titular da comissão, chegou a dizer que o partido deixaria o colegiado caso a minoria não ocupasse um dos postos-chave, registrou a Agência CLDF.
Suplente de Vigilante na comissão, o líder da Minoria, deputado Gabriel Magno (PT), lembrou que a CPI é um instrumento da minoria: “Apelo para que a Casa respeite a democracia, e isso se faz com gestos, garantindo representatividade para a minoria”.
O deputado Pastor Daniel comentou que os “sete membros estão determinados a produzir um documento para a Justiça para que sejam culpados os que erraram”.
O deputado Hermeto (MDB) garantiu que “vamos apurar com cautela, para não cometer injustiças. Faremos um trabalho que vai alcançar quem tem de ser alcançado”.
