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Ex-chefe do GSI nega que emprestou equipamento de escuta

Braga Neto, Augusto Heleno e Bolsonaro

Generais Braga Neto e Augusto Heleno e o ex-presidente Jair Bolsonaro/Arquivo/DW

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É mais um capítulo de uma intrincada denúncia gravíssima que aconteceu após declarações de senador

A arena política brasileira foi tomada hoje (02) pelas declarações do senador Marcos do Val (Podemos) o qual declarou à revista Veja que o ex-deputado, Daniel Silveira, em uma reunião conjunta com ex-presidente, Jair Bolsonaro, tentou coagir o senador a gravar uma conversa com o ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, e tentar realizar, nas palavras de do Val “um golpe de Estado”.


No meio das seríssimas afirmações que já estão sendo apuradas pela Polícia Federal, um fato chamou atenção: o parlamentar disse que Silveira lhe garantiu que já havia acertado o suporte técnico para escuta com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

O ex-ministro-chefe do GSI durante o governo Bolsonaro, general da reserva Augusto Heleno, disse nesta quinta-feira ser “mentira” qualquer envolvimento de sua pasta ou da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) no plano denunciado pelo senador.


Além do próprio fato em si ser gravíssimo, o “escândalo” relatado pelo parlamentar tomou as principais páginas dos jornais por envolver o ex-chefe do Executivo, o deputado bolsonarista que foi preso nesta quinta-feira (02) e o ministro que é observado por apoiadores e aliados de Bolsonaro como um algoz.

Em um primeiro momento, do Val disse que o ex-presidente e Silveira o tentaram convencer, mas depois recuou e afirmou que que Bolsonaro “só ouviu”, durante reunião acontecida no dia 9 de dezembro, o plano do ex-deputado e afirmou que iria pensar a respeito.


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