A descoberta anunciada em revista científica representa um avanço nos esforços para desenvolver uma pílula para os homens
Um medicamento contraceptivo experimental testado em ratos reduz de forma rápida e temporária a fertilidade masculina, interrompendo a movimentação dos espermatozoides por algumas horas, segundo estudo publicado na terça-feira (14) na revista Nature.
A descoberta representa um avanço nos esforços para desenvolver uma pílula contraceptiva masculina, que poderia ser tomada por homens pouco antes da atividade sexual e restaurar a fertilidade no dia seguinte.
O estudo da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriu que inibidores solúveis de uma enzima chamada adenilato ciclase podem reduzir a mobilidade de espermatozoides de ratos.
Essa enzima é essencial para ativar a capacidade dos espermatozoides de nadar para que possam percorrer o sistema reprodutivo feminino e fertilizar um óvulo.
A equipe desenvolveu um composto, chamado TDI-11816, que inativa a enzima. Depois de injetá-lo em ratos, os cientistas descobriram que os espermatozoides não podiam mais se impulsionar para a frente.
O composto não interferiu no comportamento sexual dos animais, mas a fertilidade foi eliminada nas horas seguintes após a administração da droga.
Uma única dose do composto imobilizou os espermatozoides de ratos por até duas horas e meia. Em três horas, alguns começaram a recuperar a mobilidade e, em 24 horas, quase todos haviam recuperado o movimento normal.
A eficácia contraceptiva foi de 100% nas duas primeiras horas e de 91% nas três primeiras horas.
