A presença de profissionais de Libras é uma exigência de editais formulados pelo governo distrital
Bárbara Barbosa, conhecida como Babi Tils, faz parte de um bloco de tradutores e intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais) que sobe nos palcos do Carnaval neste ano no Distrito Federal.
A presença de profissionais de Libras é uma exigência de editais do Fundo de Apoio a Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec), informou a Agência Brasília.
“Recentemente, publicamos normas que reforçam obrigações legais e trazem inovações nos editais da Secec sobre a obrigatoriedade de intérprete de Libras em pelo menos uma apresentação”, explica a chefe da Assessoria Jurídico-Legislativa da secretaria, Laís Valente.
Agentes culturais avaliam positivamente a injunção do poder público. “A cultura do DF entrou em festa nestes tempos pós-pandemia. Reencontramos amigos, músicas e ritmos. O Carnaval de Brasília traz muita nostalgia, e nós não podemos ficar de fora”, declara Luérgio de Sousa, surdo, falante de Libras, representante da comunidade surda de Brasília e graduando em cinema.
O presidente da Associação Distrital de Tradutores, Intérpretes e Guias Intérpretes de Línguas de Sinais, Raphael dos Anjos, atua há 15 anos em tradução e interpretação audiovisual, cultural, de conferências e educacional.
A associação existe desde 2021 e tem cerca de 30 integrantes. “Ainda enfrentamos entraves como a baixa remuneração e a desvalorização dos profissionais, que às vezes são incitados até a trabalhar voluntariamente”, denuncia.
