Mulheres em cursos técnicos nesses eixos tecnológicos é três vezes maior do que a de homens
Por Misto Brasília – DF
A proporção de mulheres matriculadas nos eixos tecnológicos de ambiente e saúde e desenvolvimento educacional e social é três vezes maior em relação aos homens.
Nos eixos de produção alimentícia e turismo, hospitalidade e lazer, a quantidade de mulheres é 100% superior ao número de homens matriculados. Os dados foram levantados pelo Itaú Educação e Trabalho, com base no Censo Escolar de 2020.
A presença de mulheres é mais tímida em cursos dos eixos de controle e processos industriais. Nesta área, 84% dos matriculados são homens; área militar, com 28% de mulheres; informação e comunicação, com 36% do gênero feminino.
Nos cursos técnicos que compõem os eixos tecnológicos e são lecionados no território nacional, a presença feminina é maior nas formações de estética, podologia, alimentação escolar, cuidados de idosos, saúde bucal, artesanato, modelagem de vestuário, confeitaria, vestuário, enfermagem, hemoterapia, multimeios didáticos, entre outros.
Nestes cursos, o volume de matrículas de mulheres ultrapassa a taxa de 85%.
A presença feminina é menor nos cursos técnicos de manutenção de aeronaves em grupo motopropulsor, manutenção automotiva, impressão fotográfica e flexográfica, impressão offset, mecânica de precisão, soldagem, manutenção de máquinas industriais, entre outros, com menos de 10% dos alunos sendo do gênero feminino.
Outro estudo do Itaú Educação e Trabalho, realizado com a Fundação Roberto Marinho, e que ouviu jovens sobre a percepção deles em relação ao ensino técnico, trouxe extratos por gênero.
Os dados mostram que mais mulheres teriam interesse em cursar educação profissional e tecnológica. Segundo a pesquisa, 72% das entrevistadas sinalizaram esta intenção, enquanto, entre os homens, a taxa era de 66%.
“As mulheres enxergam valor na educação profissional e tecnológica e entendem como ela abre portas. No entanto, ainda hoje temos poucas mulheres em formações e cargos que por muitos anos foram vistos como masculinos, sobretudo nas economias verdes e digitais:, comentou a gerente de gestão do conhecimento do Itaú Educação e Trabalho, Carla Chiamareli.
