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General Gonçalves Dias depõe por quatro horas na Polícia Federal

GSI Lula da Silva e Gonçalves Dias

Lula abraça Gonçalves Dias, chefe do GSI do Planalto/Arquivo/Reprodução

O ex-ministro do GSI está sendo investigado no inquérito sobre as invasões no dia 8 de janeiro

Por Misto Brasília – DF

Terminou há pouco o depoimento de quatro horas do general da reserva Gonçalves Dias para delegados da Polícia Federal. O depoimento foi antecipado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

A motivação foi a divulgação das imagens na terça-feira (19) pela CNN Brasil, onde aparece o então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), junto com manifestantes que depredaram o Palácio do Planalto.



O conteúdo do depoimento não foi divulgado, mas o militar respondeu sobre sua atuação e responsabilidades nos atos do dia 8 de janeiro. O militar entrou e saiu pela garagem da sede da Polícia Federal para fugir da Imprensa.

Numa entrevista no mesmo dia da divulgação das imagens à TV Globo, Gonçalves Dias, disse que chegou depois o prédio já tinha sido ocupado. E que estava ajudando a desocupar o quarto e o terceiro andares para que os manifestantes fossem presos no segundo andar.



Gonçalves Dias, que é amigo do presidente Lula da Silva (PT), foi forçado a se demitir depois da crise política instalada com a divulgação das imagens.

O substituto interino no GSI, Ricardo Capelli, informou que enviou os nomes de todos os funcionários do ministério que ainda não tinham sido identificados e que aparecem no vídeo divulgado. Ele também informou que está sendo estabelecido uma nova política de trabalho no GSI.


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