General Luciano Guilherme Cabral Pinheiro disse que os exercícios serão realizados com os Estados Unidos
O novo chefe do Comando Militar do Norte (CMN) anunciou exercícios militares com os EUA na Amazônia. Para o analista militar e oficial da reserva da Marinha do Brasil, comandante Robinson Farinazzo, as relações militares com os EUA não favorecem o Brasil, que deveria exigir contrapartidas de seu vizinho do norte.
O novo comandante do Exército para a região norte do Brasil quer priorizar a realização de exercícios militares com os EUA na região da Amazônia, gerando polêmica entre especialistas do setor de defesa.
Durante seu discurso de posse, no 2º Batalhão de Infantaria da Selva (2º BIS), na cidade de Belém, o general Luciano Guilherme Cabral Pinheiro destacou que um dos principais projetos da nova gestão será a Operação CORE 23, realizada com o Exército dos Estados Unidos, reportou o portal Toca News.
“Essa operação é uma das que vão ocorrer. Será o coroamento do nosso ano de instrução. É a primeira vez que será realizado na região amazônica“, declarou o general Cabral Pinheiro.
Ao assumir o Comando Militar do Norte (CMN), Cabral Pinheiro comandará as tropas do Exército nos estados do Amapá, Maranhão, Pará e parte do Tocantins, em área correspondente a 20% do território brasileiro.
De acordo com o especialista militar Robinson Farinazzo, o Brasil deveria exigir contrapartidas dos EUA por garantir o treinamento de militares americanos em ambiente de selva, segundo a Sputnik.
