A vítima foi sequestrada na última quarta-feira ao sair da escola e resgatada após 11 horas de cativeiro
Por Misto Brasília – DF
Imagens do sequestro de uma criança de 12 anos no Distrito Federal foram amplamente divulgadas nas redes sociais nesta semana. A vítima foi sequestrada na última quarta-feira (28) ao sair da escola e resgatada após 11 horas de cativeiro.
Um laudo provisório do exame de corpo de delito efetuado na vítima conclui que houve estupro.
No imóvel, a polícia encontrou algemas e material usado para sedar a vítima. Vídeos e fotos de conteúdo pornográfico foram encontrados.
A polícia divulgou que Daniel Moraes Bittar e Geisy de Souza, confessaram que a intenção era raptar outra criança, vizinha de Geisy, a quem estavam perseguindo desde a última segunda-feira, segundo a mídia.
Os dois suspeitos dos crimes já foram presos e devem permanecer por algum tempo.
O Daniel Bittar será transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda e Geisy para a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia). Pelo que se comentou na polícia, a mulher está grávida de seis meses, mas não disse quem é o pai.
A polícia encontrou o sequestrador após informações de testemunhas, que viram a menina entrando no carro.
“Esse casal, quando praticou o crime, uma testemunha anotou a placa, essa placa foi irradiada para a polícia, a polícia descobriu o proprietário do carro, que é o autor [do crime]”, explicou o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal, João Guilherme.
A polícia foi à casa do dono do carro e encontrou dentro do veículo uma mochila de criança. Questionado pelos policiais, ele decidiu confessar que a vítima estava no apartamento dele, conta a repórter Bruna Saniele, da TV Brasil.
Agora, a Polícia Civil investiga a participação dos presos em uma rede de abuso e exploração sexual de menores no sequestro ocorrido esta semana no Distrito Federal.
“Está comendo e dormiu um pouco, de quinta-feira para sexta-feira. Muita gente ofereceu apoio psicológico. Na próxima semana, a partir da segunda-feira, a gente inicia tudo isso”, comentou a mãe da menina num depoimento ao Correio Braziliense.
“A polícia foi muito ágil. Se não fossem eles, eu não teria conseguido achar minha filha”, comentou a mãe em entrevista ao programa DF Alerta, da TV Brasília.
Alertas para as imagens nas redes sociais
Especialistas alertam, no entanto, para os riscos de divulgação de imagens da vítima em redes sociais. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê que crianças e adolescentes devem ter proteção integral da família, da sociedade e do Estado.
Para garantir esse direito, a divulgação de vídeos, fotos ou conteúdo das vítimas, mesmo com intuito de fazer um alerta, são proibidas.
“Diante de situações que envolvem violências é necessário que as pessoas entendam que elas não devem compartilhar esses conteúdos ainda que seja com o intuito de levar conscientização para as pessoas já alertar as pessoas pelas situações como essa”, disse o gerente de projetos na Safernet Brasil, Guilherme Alves.
Ele explica ainda que mesmo que haja intenção de fazer um alerta, o compartilhamento dessas imagens pode se configurar como crime. E esse conteúdo pode ser denunciado no site denuncie.org.br. Lá, os conteúdos são analisados por técnicos do Ministério Público e da Polícia Federal, divulgou a Agência Brasil.
