Resistências estão sendo vencidas numa série de reuniões que ainda acontecem. Negociações já chegaram no Senado
Por Misto Brasília – DF
A PEC da reforma tributária deverá ser votada nesta quinta-feira (06) na Câmara dos Deputados. A previsão foi feita pelo presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL), depois que uma série de resistências foram vencidas.
Para a aprovação, são necessários 308 votos, mas a matéria só entra em plenário com a garantia dos votos da maioria. As negociações estão sendo feitas agora também no Senado para a aprovação do texto.
Lira deu uma entrevista nesta manhã à GloboNews e disse que estão sendo vencidas resistências. Na mesma linha, fez considerações há pouco no Twitter.
“O Brasil precisa de uma nova legislação tributária. Sem ela, o país não avança. O momento é de diálogo e de acolhermos as sugestões de governadores, prefeitos e da sociedade. Não vamos transformar a reforma tributária numa batalha política-partidária e nem aproveitá-la”.
“Hoje vou continuar trabalhando para a Câmara dos Deputados aprovar o PL do Carf, o do arcabouço fiscal e a PEC da reforma tributária até sexta-feira”.
“Como acertado no colégio de líderes da Casa, essas matérias serão votados à medida que obtivermos consenso para termos maioria para aprovarmos os textos”.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira (05) que o governo federal trabalha para que a reforma tributária seja aprovada com “ampla margem” na Câmara dos Deputados.
“Não estamos mirando o número de votos necessários para aprovar, queremos superar o número mínimo, para mostrar, como no caso do marco fiscal, que há um projeto de país em curso”.
“Queremos que [a reforma] seja um projeto nacional que atenda as especificidades locais, angariando o maior apoio possível. E vamos conseguir, estamos prestes, após quase 60 anos, a fazer uma reforma que atenda os interesses do país”, defendeu.
Uma das mudanças que o governo já admite diz respeito ao funcionamento do Conselho Federativo — previsto no substitutivo do relator como responsável por arrecadar e gerir o IBS, que substituirá o ICMS e o ISS. Essa é uma das principais demandas dos governadores.
O ministro da Fazenda conversou com a imprensa ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que assegurou que suas divergências em relação ao texto são “facilmente ajustáveis”, divulgou a CNN.
