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Lei reconhece hip-hop como cultural imaterial do Distrito Federal

Hip Hop cultura popular PB Misto Brasília

Hip Hop agora é cultura imaterial do Distrito Federal/Arquivo/Repórter Nordeste

A cultura urbana começou nos anos de 1980 em Ceilândia, após ganhar as ruas de São Paulo e a periferia de Nova York

Por Misto Brasília – DF

O hip-hop é patrimônio cultural e imaterial do Distrito Federal. É o que determina a Lei nº 7.274, publicada no Diário Oficial do DF desta quinta-feira (6). Ela estabelece, ainda, a criação da Semana Distrital do movimento.

É assegurada, também, a realização das atividades na segunda semana do mês de novembro, quando é celebrado o Dia Mundial do Hip-hop (12/11), registrou a Agência Brasília.

Também conhecido como rap, o hip-hop – que agrega expressões urbanas como o grafite e a dança de rua conhecida como breaking – emergiu nos subúrbios negros e latinos da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, em meados da década de 1970. Não demorou muito para se transformar em importante agente de transformação social.

No Brasil, o berço do movimento artístico é São Paulo, mas logo se espalhou pelo país, encontrando em Ceilândia, a partir dos anos 1980, uma de suas mais importantes referências.

Em agosto de 2023, o hip-hop completa 50 anos de existência. A cultura rap tem sido valorizada por meio de políticas e ações de visibilidade do movimento, promovendo, rotineiramente, debates com o segmento, segundo a mídia.

Estamos muito orgulhosos de poder contribuir para a valorização dessa manifestação cultural e que salva tantas vidas na quebrada. Eu fui formado nessa escola e quero que ela seja reconhecida na nossa cidade”, comentou o deputado distrital Max Maciel (PSol).

“O hip-hop ser legalmente reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do DF é uma grande conquista para a cultura urbana, especialmente periférica, e marca um passo maior na busca por respeito e valorização dessa arte”, disse Membro do Batalha da Escada, Leo Matheus.

“Se, nos anos 80, Brasília foi a capital do rock, nos anos 90 ela virou a capital do hip-hop – uma arte que resgata a autoestima, o valor, a história de quem vive na periferia”, comenta o rapper, cineasta e ator, Marquim.

“Trata-se de reconhecimento essencial para esse movimento artístico. O hip-hop encanta pela sua força urbana e discurso social”, festeja o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.

 

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