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Dispara preço do trigo e do milho após ataques russo a Odessa

Ucrânia incêndio e prédio Odessa porto Misto Brasília

Prédio no porto de Odessa, na Ucrânia, é bombardeado/Arquivo/Reprodução vídeo

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Bombardeiro no porto que impede a saída dos produtos tem impacto nos valores em todo o mundo

Por Misto Brasília – DF

A cidade portuária ucraniana de Odessa enfrentou nesta quinta-feira (20) a terceira noite seguida de bombardeios, os mais severos desde fevereiro de 2022, após a Rússia se retirar do acordo que garantia a exportação de grãos da Ucrânia pela rota do Mar Negro.

Em meio à escala de tensão, o preço do trigo registrou na quarta aumento de 8,2% nos mercados europeus e do milho, 5,4%.

Nos Estados Unidos, o mercado futuro de negociação de trigo também teve alta de 8,5% – a maior desde a invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, embora ainda muito abaixo do recorde registrado em maio do ano passado, segundo informou a DW.

Ao menos três pessoas morreram e um prédio do consulado chinês foi parcialmente danificado, segundo informações das autoridades ucranianas. Em Mikolaiv, outra cidade portuária ucraniana, outras 19 pessoas teriam sido feridas, entre elas uma criança.

A Crimeia, território ucraniano sob ocupação russa, também registrou ataques consecutivos desde a segunda-feira, conforme oficiais russos – primeiro uma ponte, depois um depósito militar e, na quarta, uma adolescente teria morrido após um drone atingir quatro prédios públicos.

Após o Kremlin anunciar que trataria embarcações rumando para portos ucranianos a partir das 0h de quinta-feira (horário de Moscou) como potenciais alvos militares e partes do conflito, Kiev devolveu a ameaça nos mesmos termos, direcionando-a navios rumando para a Rússia e portos ocupados no Mar Negro.

Porta-voz da Casa Branca, Adam Hodge sugeriu que o anúncio poderia ser um pretexto da Rússia para atacar navios civis e culpar a Ucrânia, e alega que há novas minas do Kremlin nas imediações dos portos ucranianos.

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