Situação deplorável atinge 2,4 milhões de pessoas e a situação é pior com o calor na região
Por Misto Brasília – DF
Os quase 2,4 milhões de moradores da Faixa de Gaza são obrigados a suportar uma média de 12 horas de falta energia elétrica, nas épocas de grande demanda. Seriam necessários de 450 a 550 megawatts contínuos para suprir as necessidades locais, muito mais do que é fornecido há anos.
Atualmente a única usina elétrica da região produz de 75 a 100 megawatts, dependendo da quantidade de combustivel disponível e do estado de manutenção, cronicamente problemático.
Mas há quem considere a crise elétrica um mero símbolo para a situação globalmente deplorável. Para o cientista político Usama Antar, é cedo demais para determinar se protestos como os de 30 de julho podem representar uma ameaça ao Hamas: “Não houve efeito de mobilização, mas ele demonstrou que o povo está realmente farto.”
Observadores frisam que tal sentimento de frustração se dirige tanto contra o Hamas quanto ao Fatah, os quais se mostram ambos incapazes de resolver qualquer crise. O universitário Shady expressa esse sentimento com eloquência.
“Somos uma geração que cresceu sob circunstâncias difíceis, nunca tive um único dia bom. Tenho 24 anos e nunca viajei na minha vida. Queremos viver com dignidade, essa é a nossa meta. Talvez não vamos conseguir isso através de protestos, mas pelo menos a gente levantou a nossa voz.”
