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Pesquisa conclui que tripulantes dos aviões estão fatigados

Sindicato dos Aeronautas Henrique Hacklaender

Henrique Hacklaender é presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas/Reprodução vídeo

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O levantamento foi realizado pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas a partir de respostas de 4,3 mil trabalhadores

Por Misto Brasília – DF

Os tripulantes dos aviões brasileiros estão fatigados, segundo uma pesquisa realizada pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas. O levantamento foi realizado com 4,3 mil profissionais que responderam a um questionário com 60 perguntas elaborado pela entidade sindical.

Os números foram apresentados pelo presidente do SNA, Henrique Hacklaender Wagner, durante uma audiência pública sobre o tema na Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados. A audiência na quinta-feira (10), foi o resultado de requerimento apresentado pela deputada Fernanda Melchionna (PSol-RS).  Veja a entrevista logo abaixo.

A fadiga dos trabalhadores tem vários motivos, mas a principal é a alteração de normais criadas pela Anac. A categoria sugere que a Anac não interfira na jornada e nem nos procedimentos da rotina do trabalho entre a empresa e o trabalhador. O assunto, para o sindicato, deve ser resolvido nas convenções coletivas de trabalho.

Por mais bizarro que pareça, até mesmo os aparelhos de Raio-X, dispositivos de segurança nos aeroportos, contribuem para a fadiga. Em muitos aeroportos, os tripulantes são obrigados a entrar na fila dos passageiros. A demora atrapalha os preparativos e até a saída dos voos.

A pesquisa disponibilizada na internet ainda pode ser visualizada pelos trabalhadores. Segundo o SNA, as respostas contribuirão com o aprimoramento do gerenciamento da fadiga das companhias aéreas e ajudarão a mitigar o risco à segurança de suas operações aéreas.

A audiência pública  também reuniu o representante da Agência Brasileira de Aviação Civil (Anac), Bruno Diniz Del Bel, o diretor de Segurança e Operações de Voo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Ruy Amparo, e o advogado especialista em direito do trabalho, Mauro de Azevedo Meneses.

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