O primeiro turno foi realizado neste domingo, com as vitórias parciais de Luiz González Alcívar e Daniel Noboa Azín
Por Misto Brasília – DF
Luisa González Alcívar, candidata do Correísmo (Revolución Ciudadana, Listas 5), e o empresário Daniel Noboa Azín (Acción Democrática Nacional. Listas 4-35), vão disputar a Presidência da a República do Equador em segundo turno.
As eleições estão marcado para 15 de outubro, segundo dados oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), publicou o site do jornal La Hora.
Uma vez encerradas as eleições presidenciais e legislativas antecipadas nas 40.714 mesas receptoras – até o último levantamento às 22h40 – com o escrutínio oficial de mais de 60% dos editais de um total de 186.904, Luisa González obteve 33 17% dos votos, e Daniel Noboa 24,66%.
Os mesmos dados divulgados pelo CNE colocam Christian Zurita Ron (Alianza Gente Buena-Construye) em terceiro lugar com 16,30% dos votos nacionais.
O quarto lugar foi para Jan Topic (Por um país sem medo) com 14,61%. Otto Sonnenholzner (Alianza Actuemos), obteve 7,18% dos votos; e seguido por Yaku Pérez (Claro que se puede) com 3,74%, Xavier Hervas (Reto) com 0,47% e Bolívar Armijos (Amigo) com 0,34% dos votos.
O primeiro turno das eleições equatorianas ocorreu neste domingo (20) sem incidentes e com um forte esquema de segurança, após uma onda de violência sem precedentes durante a campanha eleitoral que culminou no assassinato de três líderes políticos do país, incluindo um candidato à Presidência, no espaço de três semanas.
No total, 13,4 milhões de eleitores estavam aptos a votar nos oito candidatos à Presidência, além de eleger 137 novos membros da Assembleia Nacional.
O país, que enfrenta forte crise política, econômica e de segurança pública, está sob estado de exceção decretado pelo governo. Segundo a polícia, 430 pessoas foram presas desde a sexta-feira por crimes como porte ilegal de armas, entre outras violações.
O Centro de Estudos e Dados (Cedados), que normalmente realiza as pesquisas de boca de urna no Equador, anunciou que não iria realizar a sondagem em razão do “evidente estado de grave comoção interna que vive o país”, de acordo com a Agência DW.
Segundo nota divulgada pela entidade, a decisão foi tomada “por falta de garantias para assegurar a segurança institucional e a integridade de nosso pessoal executivo, técnico, operativo e de campo”.
