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Congresso será iluminado de amarelo na campanha contra o suicídio

Suicídio atendimento abraço Misto Brasília

É preciso ficar atento aos sinais para evitar o suicídio/Breno Esaki/Agência Saúde-DF

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Houve um aumento de 43% do número de mortes no país. No Distrito Federal, a situação também é preocupante

Por Misto Brasília – DF

O Congresso Nacional será iluminado de amarelo na próxima terça-feira (12) em alusão ao Setembro Amarelo®️, mês dedicado a prevenção do suicídio. O Centro de Valorização da Vida no Distrito Federal tem o telefone 188 para promover o apoio emocional e prevenção do suicídio, com atendimentos gratuitos a qualquer pessoa.

O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Todos os anos a campanha recebe um lema. “Se precisar, peça ajuda!” é o mote escolhido para 2023.

“Em 2013 eu pensei que seria excepcional trazer a Campanha Setembro Amarelo®️ para o Brasil, então trouxemos a campanha internacional para cá e a partir daí todos os anos nós unimos esforços durante o mês de setembro para promover esta campanha de prevenção ao suicídio”, explica o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria, Antônio Geraldo.

Entre 2010 e 2019, ocorreram no Brasil 112.230 mortes por suicídio, com um aumento de 43% no número anual de mortes, de 9.454 em 2010, para 13.523 em 2019.

O psiquiatra Humberto Müller, de Rondônia, apresentou dados sobre o suicídio no Brasil e no mundo. Ele disse que acontecem 16 milhões de tentativas por ano no mundo. “No Brasil, acontece uma morte por suicídio a cada 45 minutos, mas para cada morte temos outras 20 tentativas. Os números são altos e preocupantes”, explicou.

A psicóloga Fabiola Ruzzante Fernandes ressaltou durante uma audiência na Câmara dos Depoutados, a necessidade de criar um plano de pósvenção, que é o conjunto de ações para promoção do cuidado prestado aos sobreviventes enlutados por um suicídio, para evitar que novas tentativas aconteçam no mesmo núcleo familiar ou escolar.

Os números de suicídios no Distrito Federal

De acordo com um estudo, realizado entre 2000 e 2014, no Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Colegiado de Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade de Brasília (UnB), Faculdade Ceilândia, foram encontrados 1.628 registros de óbitos por suicídio no Distrito Federal.

A taxa de mortalidade foi de 4.4 óbitos/100 mil habitantes. A predominância de óbitos foi em homens (75.4%), de 20 a 39 anos (52%), de cor parda (70.3%), com 0 a 7 anos de estudo (44.7%) e solteiros (62.4%).

O principal local de ocorrência foi o domicílio (48.4%) e o método prevalente foi o enforcamento (47.5%).  A análise epidemiológica tem importante valor, sendo base para o delineamento de estratégias de prevenção precoce e de políticas públicas efetivas que tenham impacto na
redução do suicídio, de acordo com o estudo.

Orientações da Secretaria da Saúde

Para ajudar na prevenção, especialista da Secretaria de Saúde do Distrito Federal reuniu algumas orientações, como o acolhimento de formas positivas.

Escutar ativamente é realmente estar disponível junto à pessoa e suspender os próprios julgamentos. É muito comum a gente querer trazer uma resposta, apresentar uma solução, mas é mais importante criar um bom vínculo com a pessoa e, assim, construir alternativas”, explica a Referência Técnica Distrital (RTD) em psiquiatria, Fernanda Benquerer.

Nos momentos de crise, é importante não deixar a pessoa sozinha e mobilizar familiares ou pessoas próximas para acompanhá-la. Neste contexto, também é relevante afastá-la de locais, objetos e métodos potencialmente perigosos.

Cada situação exige estratégias específicas, pois cada caso tem particularidades. Porém, orientações básicas de como agir podem ajudar de fato pessoas com comportamento suicida.

“Há várias medidas que são efetivas para reduzir o risco de suicídio. Há ainda muitos mitos que podem prejudicar a busca e a oferta de ajuda”, aponta a médica.

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