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Cabo agredida no dia 8 de janeiro diz que manifestantes foram orientados

Cabo Marcela Pinno CPI dos Atos Antidemocráticos Misto Brasília

Cabo Marcela Pinno durante depoimento na CPI dos Atos Antidemocráticos/Reprodução TV

A militar Marcela Pinno foi promovida de soldado a cabo por ato de bravura após as invasões dos prédios da República

Por Misto Brasília – DF

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), ouviu hoje (12) a militar Marcela Pinno. Ela esteve de serviço no dia 8 de janeiro e foi jogada pelos manifestantes da rampa de acesso do Congresso Nacional, de uma altura de três a quatro metros. Texto revistado às 17h49

A integrante da Polícia Militar disse que os manifestantes estavam “organizados” e que eles “provavelmente foram orientados“.

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Marcela Pinno foi promovida de soldado a cabo por ato de bravura após as invasões dos prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Também foi promovido a subtenente, o primeiro sargento Beroaldo José de Freitas Júnior. Os dois foram espancados.

Na CPI, ela disse aos deputados e senadores que nunca tinha visto “tamanha agressividade”.

“Jamais, nesses quatro anos de atuação, estive diante de tamanha agressividade como foi em 8 de janeiro”

“Um coquetel molotov chegou a bater no meu escudo, mas ele falhou. Fomos jogados, empurrados mesmo, do alto da cúpula. Eu caio de 3 metros de altura e, depois, consigo retornar pela lateral do Congresso.”

“Por volta de 11h50 [de 8 de janeiro], recebemos a orientação que 4, 5 mil desceriam. Recebemos a orientação que se rompesse, nós iríamos atuar”, afirmou.

“Foi um dos confrontos mais violentos que tivemos. Eles [comandantes] ordenaram que posicionássemos a tropa na cúpula. No momento que começamos o posicionamento, os manifestantes começaram a nos cercar na N1″.

“Voltei para socorrer meus colegas, com meu escudo. Por volta de 20 pessoas estavam mais violentas. Eles nos atacaram com os gradis, a própria estrutura que é feita para impedir que eles invadam o gramado”.

“Não foi possível ter essa visão. Só tive acesso aos policias que estavam ao meu lado. Posso dizer da minha tropa, nós temos treinamento para estar posicionados do jeito que estávamos. Não posso falar de outras tropas.”

Por conta de uma liminar concedida pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), não aconteceu o outro depoimento programado para a mesma reunião da CPMI. Os parlamentares ouviriam a ex-subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF, Marilia Alencar.

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