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Pesquisa mostra que aumenta desconfiança dos jovens na democracia

filme brasileiro “Democracia em Vertigem” Misto Brasília

A democracia é um exercício diário que a população também que fazer/Arquivo/Divulgação

Entre as pessoas de 18 a 35 anos, a preferência pela democracia é de apenas 57%, segundo uma pesquisa realizada em 30 países

Por Misto Brasília – DF

Jovens de 30 países colocam em dúvida a capacidade dos regimes democráticos de preencher as necessidades fundamentais da população. O aumento da desconfiança nos méritos da democracia foram identificado numa pesquisa divulgada hoje (12).

Segundo um relatório da Open Society Foundations (OSF), 86% dos 36 mil entrevistados em diferentes partes do mundo, incluindo o Brasil, preferem viver em Estados democráticos.

Somente 20% acreditam que regimes autoritários estão mais aptos a satisfazer os desejos dos cidadãos, segundo divulgou a Agência DW. 

Entre as pessoas de 18 a 35 anos, a preferência pela democracia é de apenas 57%, contra 71% dos entrevistados com idades acima de 56 anos. No total, 42% dos mais jovens disseram apoiar regimes militares, contra apenas 20% dos mais velhos.

O relatório da OSF – uma sociedade civil fundada pelo megainvestidor e filantropo George Soros formada por uma rede de doadores – aponta que 35% dos mais jovens acreditam que um “líder forte” que não realiza eleições ou não toma decisões através de consulta aos Parlamentos seria “uma boa forma de governar um país”.

O relatório afirma que “na França e no Brasil – duas democracias que no ano passado viveram concorridas eleições presidenciais entre moderados e autoritários – a forte aderência à democracia como ideal aparece ao lado de um pessimismo alarmante sobre seu atual funcionamento”.

“Apesar da maioria dos entrevistados em ambos os países afirmam que é importante para eles viverem em um país democraticamente governado, 50% e 74% dos entrevistados, respectivamente, concordam que as leis atuais não mantêm ‘pessoas semelhantes [a eles]’ seguros “.

O estudo aponta ainda uma série de desafios para a democracia, como as desigualdades sociais e as mudanças climáticas.

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