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Pesquisa sinaliza a criptomoeda ‘mais amada entre investidores’, que subiu 94% em 2023

Criptomoedas bitcoin Misto Brasília

As criptomoedas se tornaram um importante mercado de investimento/Arquivo

Na última semana de agosto foram investidos cerca de US$ 700 mil no ativo através de provedoras de investimento em cripto

Em uma pesquisa, a CoinShares revelou que os investidores em criptomoedas estão cada vez menos interessados em outros ativos que não sejam o bitcoin, exceto por um.

Conforme a empresa, a criptomoeda Solana é a “mais amada entre investidores”. Isso pode ser explicado pelos fluxos de entrada da SOL, que é contrário aos fluxos de outros ativos – enquanto muitos investidores vendem as suas criptomoedas e retiram os fundos investidos, a Solana é a única que apresenta um fluxo contrário, além do BTC.

Segundo a CoinShares, na última semana de agosto foram investidos cerca de US$ 700 mil no ativo através de provedoras de investimento em cripto, tornando-o a moeda favorita nesse tipo de aporte. A pesquisa também mostrou que nas últimas sete semanas, uma grande parte de investidores retirou o seu investimento em criptomoedas, já o investimento em SOL tem aumentado nas últimas nove semanas.

Isso demonstra a popularidade da criptomoeda, que só é comparável ao BTC nesse sentido. Esses ativos, além de formas de investimento, também podem ser usados em algumas situações de compra e venda, havendo até mesmo estabelecimentos que os aceitam como métodos de pagamento, como é o caso dos sites de apostas com criptomoedas, cujo sistema permite que o usuário dê os seus palpites em Bitcoin, e ainda oferece benefícios exclusivos àqueles que optarem por essa modalidade de pagamento na plataforma. Os sites avaliados pelos especialistas do ApostasEsportivas24.com cobrem inúmeros esportes e torneios, tanto nacionais quanto internacionais, e oferecem vantagens como apostas grátis, reembolso e cash out antecipado.

Solana

Hoje em dia, a Solana ocupa a 9ª posição na lista das maiores criptomoedas do mundo, acumulando US$ 7,9 bilhões em valor de mercado. Até agora, ela teve uma alta de 94% em 2023, e foi uma recomendação do mês de agosto da plataforma de ativos digitais da BTG Pactual, a Mynt, para os investidores que se encaixam no perfil moderado e sofisticado.

A SOL é abrigada na rede Solana, que além da criptomoeda, é casa de jogos em blockchain, NFTs, produtos de finanças descentralizadas, ou DeFi, entre outros. Recentemente, a rede virou notícia quando o CEO da MakerDAO e responsável pela stablecoin DAI sugeriu lançar a nova rede do projeto em uma plataforma baseada em Solana – o que acabou gerando controvérsia com o criador da Ethereum, Vitalik Buterin.

Conforme a pesquisa da CoinShares, as entradas acumuladas em 2023 em Solana somam US$ 26 milhões. Na semana avaliada, a última de agosto, os investidores fizeram retiradas equivalentes a US$ 3,2 milhões de produtos de investimentos da Ethereum e US$ 8,6 milhões da Polygon (MATIC). Esse número surpreende, pois, em meio às retiradas, apenas a SOL e o BTC apresentaram um cenário oposto. O Bitcoin, por exemplo, teve uma entrada de US$ 3,8 milhões na última semana.

Novas regras para criptomoedas nos EUA

Na última quarta-feira (06), foi aprovada de forma unânime pelo Financial Accounting Standards Board (FASB), instituição norte-americana que estabelece normas contabilísticas para empresas públicas, uma mudança na forma como as empresas contabilizam e informam as suas participações de criptomoedas e outros tipos de ativos digitais. O novo regulamento visa trazer uma maior transparência para investidores em torno desse tipo de investimento mais volátil. Ele entrará em vigor a partir de 2025.

“Acho que no meu breve mandato aqui, não houve um problema que tenha despertado tanta paixão das pessoas”, afirmou o presidente do FASB, Richard Jones. “Acho que ouvimos de forma esmagadora dos investidores que alocam capital com base no uso de demonstrações financeiras que isso lhes fornecerá melhores informações para tomar suas decisões e, portanto, apoio totalmente isso.”

Nas regras atuais, as empresas precisam registrar o custo original das suas participações em cripto, anotando-as como uma “taxa de imparidade” caso o valor caia abaixo do custo. Contudo, se o preço subir não é possível marcá-las, o que tem gerado críticas.

“Nossa missão é refletir melhor os detalhes financeiros de uma transação — fornecer aos investidores e alocadores de capital as informações de que precisam — acho que isso vai fazer a diferença nesse sentido”, explica Jones.

 

 

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