Florianópolis e Rio de Janeiro são as capitais mais caras. No Centro-Oeste, a média do valor da refeição é de R$ 41,75
Por Misto Brasil – DF
O trabalhador gasta, em média, R$ 46,60 ao almoçar fora de casa (considerando uma refeição completa: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café). O número representa um aumento de 14,7% em comparação ao ano anterior.
A pesquisa da Mosaiclab, empresa do grupo Gouvêa Ecosystem, analisou 4.516 estabelecimentos comerciais em 22 estados e no Distrito Federal. E constatou que o custo mensal para almoçar fora pode ultrapassar R$ 1 mil.
O valor equivale a 35% do salário médio no País, que era de R$ 2.912,00 no período da pesquisa. Há variações significativas nos preços das refeições pelo Brasil.
A região Sudeste lidera com o preço médio mais alto de R$ 49,33, seguida pelas regiões Nordeste (R$ 43,55), Sul (R$ 42,81), Norte (R$ 42,29) e Centro-Oeste (R$ 41,75).
Entre as capitais, Florianópolis apresenta o custo mais elevado (R$ 56,11), seguida por Rio de Janeiro (R$ 53,90) e São Paulo (R$ 53,12).
Avaliações sobre os preços da limentação
Isso acontece principalmente porque Florianópolis e Rio de Janeiro são cidades turísticas e São Paulo, por possuir um custo de vida mais alto, segundo as pessoas que avaliaram a pesquisa.
O aumento nos preços das refeições fora de casa é atribuído a diversos fatores, incluindo os reajustes nos preços públicos, como combustíveis e energia elétrica.
Além, disso, o cenário econômico pós-pandemia, marcado pelo retorno ao trabalho presencial, o que elevou os preços de aluguéis comerciais e os custos para as empresas do setor, que voltaram a lidar com despesas como, profissionais para atendimento e custos para manter o espaço físico aberto ao público (aluguel, energia, água).
O aumento de empresas que estão reestabelecendo novamente o trabalho presencial ou híbrido também pesa nessa conta.
E se reflete na tendência de acréscimo do consumo nos dias úteis na hora do almoço: 61% dos consumidores optam por fazer suas refeições em estabelecimentos, índice maior em relação aos 50% registrados em 2021.
