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África quer indenização pelos milhões de africanos vendidos como escravos

Escravidão brasileiro cordial desenho

Na atual acepção da cordialidade brasileira, o adversário político se torna objeto de ódio e rancor/Jean-Baptiste Debret / Reprodução

Pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e transportados à força por navios europeus e vendidos como escravos

Por Misto Brasil – DF

“É hora de a África, cujos filhos e filhas tiveram suas liberdades restringidas e foram vendidos como escravos, também receber compensação”, disse o presidente de Gana, Nana Addo Akufo-Addo, em uma conferência sobre reparação realizada neste mês na capital do país, Acra.

A demanda de Akufo-Addo por indenização pelos milhões de africanos vendidos como escravos e por outras injustiças da era colonial impostas ao continente integra uma crescente pressão mundial por reparação, segundo a Agência DW..

Os delegados presentes na Conferência de Reparação de Acra concordaram em estabelecer um fundo global para centralizar o recebimento de indenizações.

A União Africana (UA), que reúne 55 países, e a Comunidade do Caribe (CARICOM), com 20 nações, uniram-se para criar “uma frente unificada” para corrigir injustiças históricas e garantir o pagamento de reparações, disse a vice-presidente da Comissão da UA, Monique Nsanzabaganwa.

Ela afirmou que a África havia “carregado o peso das injustiças da história e sofrido as consequências de um passado marcado pela escravidão, colonização e exploração”.

“Devemos reconhecer que essas injustiças tiveram um impacto de longo prazo, cujas consequências são sentidas ainda hoje”.

Pelo menos 12,5 milhões de africanos foram sequestrados e transportados à força por navios europeus e vendidos como escravos nos séculos 15 a 19, embora algumas estimativas citem 20 ou 30 milhões.

Aqueles que sobreviveram à viagem brutal acabaram trabalhando em condições desumanas nas Américas, principalmente no Brasil e no Caribe, garantindo enormes lucros para seus proprietários.

O comércio de escravos era dominado pela Grã-Bretanha e por Portugal, embora os EUA, a Holanda, a Espanha, a França, a Dinamarca e a Suécia também estivessem bastante envolvidos.

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