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Alemanha aperta o cerco para combater o extremismo de direita

Protesto contra a direita Alemanha Misto Brasil

Protestos contra a direita aconteceram em várias cidades alemãs/Arquivo/Reprodução X

O documento, com 13 pontos, prevê uma nova lei para o monitoramento de fluxos financeiros que abastecem grupos extremistas

Por Misto Brasil – DF

Semanas após a comoção pública gerada na Alemanha pela revelação dos planos da extrema direita de deportação em massa de imigrantes, a ministra do Interior Nancy Faeser apresentou nesta terça-feira (13) um conjunto de medidas para combater o extremismo de direita no país – ao qual se referiu como “a maior ameaça para a nossa ordem democrática”.

O documento, com 13 pontos, prevê uma nova lei para o monitoramento de fluxos financeiros que abastecem grupos extremistas, o banimento da posse de armas para ativistas vinculados a esses grupos e uma proibição geral de armas semiautomáticas, restrições de viagens internacionais, além da demissão de servidores públicos que pertençam à extrema direita.

Detentores de cargos públicos ou eletivos também deverão ser melhor apoiados pelas autoridades caso se tornem alvo de ataques.

O Ministério do Interior propõe ainda a criação de uma “unidade de detecção precoce” de ações estrangeiras realizadas com o intuito de influenciar ou manipular a esfera pública na Alemanha. Aqui, o argumento da pasta é que radicais de direita e agentes estrangeiros podem se beneficiar mutuamente de ataques coordenados à democracia.

O documento propõe também a ampliação de competências do Departamento Federal de Proteção da Constituição, que monitora ameaças à segurança interna do país, para permitir o bloqueio de contas bancárias em caso de “potencial ameaça” à ordem pública. Hoje, isso só é possível em casos de incitação do ódio e da violência, revelou a DW.

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