Novo decreto assinado por Daniel Nobo é uma sequência do estado de exceção declarado no país em janeiro
Por Misto Brasil – DF
Passados 43 dias desde que o presidente do Equador, Daniel Noboa, baixou um decreto declarando a existência de um “conflito armado interno” em nível nacional.
Ele ordenou o emprego de militares para enfrentar facções criminosas e classificando-as como organizações terroristas, o país contabiliza 9 mil detenções.
O anúncio foi feito nesta terça-feira (20) pelo governo equatoriano, que afirma ter acusado 241 pessoas de terrorismo e apreendido mais de 62 toneladas de drogas, 2,6 mil armas de fogo, 12,4 mil explosivos, 186 mil projéteis e 3,8 mil armas brancas.
Ainda segundo o comunicado, foram realizadas 157 operações contra o terrorismo, que mobilizaram mais de 112 mil agentes.
Noboa declarou estado de exceção no país em 8 de janeiro, após fugas de presidiários e a invasão, por homens armados, de uma emissora de TV pública durante a programação ao vivo.
O estado de exceção tem duração prevista de 60 dias e autoriza o emprego de militares nas ruas e em prisões, bem como a imposição de toque de recolher. Desde então, as forças de segurança comunicaram ter “abatido” oito “terroristas” e perdido dois policiais.
Os dados divulgados pelo governo equatoriano incluem ainda a recaptura de 34 dos 90 presos que fugiram em motins no início do ano.
Na ocasião, os presidiários fizeram 200 reféns, entre guardas e policiais, que eventualmente foram liberados, informou a DW.
