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Opositores de Maduro pediram asilo na Embaixada da Argentina

Argentina presidente Javier Milei Misto Brasil

Javier Milei durante anúncio de novas medidas na Argentina/Arquivo/Divulgação

Ainda de acordo com o governo argentino, houve corte no fornecimento de energia à embaixada do país na capital venezuelana

Por Misto Brasil – DF

O governo argentino informou nesta terça-feira (26) que abriga em sua embaixada em Caracas dirigentes opositores que pediram asilo diplomático ao manifestar ao governo de Nicolás Maduro sua preocupação com a suposta situação de perseguição e assédio de figuras políticas no país.

“A República Argentina […] recebeu os líderes políticos da oposição na residência oficial da embaixada argentina em Caracas”, afirma o comunicado do Gabinete da Presidência de Javier Milei na plataforma X.

Ainda de acordo com o governo argentino, houve corte no fornecimento de energia à embaixada do país na capital venezuelana.

O texto afirma que a decisão argentina conta com “respaldo da inviolabilidade consagrada no artigo 22 da Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, da qual Argentina e Venezuela são signatárias”.

A nota também alerta a Caracas que evite “qualquer ação deliberada que coloque em perigo a segurança do pessoal diplomático argentino e dos cidadãos venezuelanos sob proteção”.

Mais cedo, os ministérios das Relações Exteriores brasileiro e colombiano lançaram notas declarando preocupação com o processo eleitoral na Venezuela. Em resposta, Caracas chamou o comunicado do Itamaraty de “cinzento” e que parecia ter sido escrito “pelo Departamento de Estado dos EUA”.

Em nota publicada no site do Itamaraty, a chancelaria brasileira disse que “esgotado o prazo de registro de candidaturas para as eleições presidenciais venezuelanas […], o governo brasileiro acompanha com expectativa e preocupação o desenrolar do processo eleitoral naquele país”.

Segundo o ministro das Relações Exteriores brasileiro, a candidata da oposição indicada pela Plataforma Unitaria Democrática (PUD), “sobre a qual não pairavam decisões judiciais, foi impedida de se registrar, o que não é compatível com os acordos de Barbados”.

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