Os dois países irão liderar a agenda ambiental e climática na América Latina, o que deve ter repercussão global
Por Misto Brasil – DF
O presidente Lula da Silva inicia nesta terça-feira (16) sua segunda visita à Colômbia neste mandato, onde se reunirá com o homólogo Gustavo Petro, com quem o brasileiro compartilha uma série de visões e interesses.
Os dois buscam colocar seus países na vanguarda da preservação ambiental, especialmente no combate ao desmatamento. Ambos também expressaram posicionamentos semelhantes em crises que vão da Venezuela aos conflitos no Oriente Médio.
Mas estão divididos em uma questão chave: o futuro da exploração de petróleo, de acordo com a Agência DW.
No início de abril, a Colômbia e o Brasil foram destaques globais por conta de seus números de redução de desmatamento em 2023.
O laboratório GLAD da Universidade de Maryland e o World Resources Institute (WRI), que publicam dados anuais sobre a diminuição florestal, apontaram que o cenário global de avanço na destruição de florestas seria pior caso não fossem os dois países.
A estimativa é de que tenham diminuído em mais de 30% seu desmatamento com relação a 2022.
De acordo com o diretor da 350.org na América Latina, Ilan Zugman, esses dados mostram a prioridade dos dois governos em reforçar órgãos governamentais, monitoramento e cooperação, principalmente na Amazônia. Ele destaca o trabalho em conjunto entre os Estados, o que vem se provando um acerto.
Os números são um importante ativo de dois líderes que buscam se projetar cada vez mais no cenário internacional como defensores do meio ambiente.
Na presidência do G20 em 2024, Lula vem buscando reafirmar protagonismo neste bloco. Em 2025, o Brasil sediará a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), evento que é uma das grandes apostas do governo para a área.
Petro também busca expandir a realização de reuniões sobre o tema, e a cidade colombiana de Cali sediará o encontro COP16, focado na biodiversidade, a partir de outubro deste ano.
“Brasil e Colômbia irão liderar a agenda ambiental e climática na América Latina, o que deve ter repercussão global, de certa forma. Os dois países buscam protagonismo, e os dados de desmatamento são importantes para serem mostrados nestes eventos”, avalia Zugman.
