Pessoas de até 25 anos foram as que mais sofreram tentativas de golpes, informou a pesquisa do Mapa da Fraude
Por Misto Brasil – DF
O Brasil registrou 3,7 milhões de tentativas de fraude em 2023, representando em valores um total de R$ 3,5 bilhões, segundo o Mapa da Fraude divulgado pela empresa de inteligência de dados ClearSale.
Houve uma queda de 28,3% no número de tentativas de fraude comparado ao mesmo período do ano passado. O valor do ticket médio foi de R$ 925,44, redução de 3,6% frente a 2022.
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O estudo analisou 277,4 milhões de pedidos, entre 1° de janeiro a 31 de dezembro. Foram considerados apenas pagamentos via cartão de crédito no setor de e-commerce.
São consideradas tentativas de fraude todas as transações que foram classificadas como suspeitas ou confirmadas.
Entre as categorias que mais sofreram tentativas em 2023, estão eletrônicos – tv/monitor (5,1%), com ticket médio de R$ 2.671, games (5,0%), com R$ 1.644, e celulares (4,3%), com R$ 2.872.
A região Nordeste (1,6%) ficou na liderança das regiões com maior índice de golpes, com ticket médio de tentativas de fraude de R$ 989,14.
Em seguida, aparece o Norte (1,5%), com R$ 982,45. O Centro-Oeste (1,4%) e o Sudeste (1,4%), tiveram um empate no índice de tentativas de fraude, e apresentaram ticket médio de R$ 989,98 e R$ 932,56, respectivamente.
A região Sul (0,8%), teve o menor índice do ranking e um ticket médio de R$ 995,77.
O público masculino é quem mais sofre com tentativas de fraudes (1,8%), seguido por pessoas com outras definições de gênero ou não informado (1,5%), e, por fim, o público feminino (1,0%).
Em termos de faixa etária, o estudo revela que pessoas de até 25 anos foram as que mais sofreram tentativas de golpes (1,9%), seguido por pessoas acima de 51 anos (1,8%), grupo responsável pela maioria dos pedidos on-line.
“No ano passado, vimos uma retomada do comércio físico e uma ligeira queda nas vendas online, e ainda assim todos esses dados revelam a gravidade do problema com golpistas no País. Ainda é um desafio significativo para as empresas, que precisam continuar investindo em medidas contra atividades fraudulentas”, comentou o CEO da ClearSale, Eduardo Mônaco.
