Mais de 1 milhão de palestinos deve ter buscado refúgio em Rafah desde o início da guerra entre Israel e Hamas
Por Misto Brasil – DF
Combates intensos na Faixa de Gaza impedem a distribuição de ajuda humanitária à população palestina.
Levaram mais de 110 mil civis a fugirem de Rafah, cidade no sul do enclave que vinha sendo poupada do conflito até ser parcialmente tomada por tropas israelenses no início desta semana, informou a Organização das Nações Unidas (ONU).
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A entidade, que aprovou nova resolução nesta sexta-feira (10) em que pede o reconhecimento do Estado palestino ao Conselho de Segurança, alerta que a situação em Gaza é cada vez mais crítica.
O órgão estima que mais de 1 milhão de palestinos tenha buscado refúgio em Rafah desde o início da guerra entre Israel e o grupo radical islâmico Hamas, há mais de sete meses.
A cidade na fronteira com o Egito tem importância estratégica para o apoio a civis atingidos pelo conflito, já que era por lá que entrava a maior parte da ajuda humanitária.
????Ce petit nourrisson palestinien est le seul et unique survivant, tout les autres membres de sa famille ont été décimé aujourd’hui dans une attaque de l’aviation israélienne sur Rafah. pic.twitter.com/KVxvncwy6a
— LE RIFAIN LA NOUVELLE DU FRONT (@rifain_nouvelle) May 10, 2024
Com a tomada do posto fronteiriço pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) na última terça-feira, porém, não há mais entregas de mantimentos essenciais como alimentos e medicamentos, nem doentes e feridos podem deixar o enclave para se tratar no exterior.
Segundo a ONU, a falta de combustível ameaça o funcionamento de instalações médicas e a infraestrutura para fornecimento de água e tratamento de esgoto, e pode faltar comida no sul de Gaza já a partir deste sábado.
“Simplesmente não temos barracas, não temos cobertores, não temos roupas de cama”, disse Georgios Petropoulos, funcionário do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, ao descrever as condições de assistência aos que fogem de Rafah.
