O índice conseguiu encerrar a semana no azul, a 0,34% e as notícias seguem positivas, de acordo com avaliação do mercado financeiro
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa espantou as más vibrações da sexta-feira (13) e fechou em alta de 0,64%, a 134.881 pontos, segundo dados preliminares. O índice conseguiu encerrar a semana no azul, a 0,34%.
O índice perdeu força ao longo do dia. Mais cedo, chegou a subir 1,30% em meio à expectativa de um corte de juros maior nos Estados Unidos.
O pregão repercutiu a confiança de que Jerome Powell, o presidente do Fed, aumente a tesoura do corte dos juros para 0,5 ponto percentual. A curva futura dos Fed Funds ainda mostra maior probabilidade de uma redução de 0,25 ponto porcentual, mas o cenário de meio ponto porcentual ganhou força, o que alimenta a bolsa aqui.
O dólar comercial caiu mais uma vez, a terceira seguida, agora com 0,92%, a R$ 5,56; enquanto os DIs (juros futuros) terminaram com baixas por toda a curva.
Nada mal para um dia cuja superstição despertava temores nos mercados, depois de uma semana de dados de inflação no Brasil e nos EUA e corte de taxa de juros na Europa.
No Brasil, as notícias seguem positivas, mas os temores sobre a economia persistem. Um deles se refere às intensas e constantes queimadas, que devem deixar os alimentos mais caros. Outro é o fiscal, que até viu a projeção melhorar, mas o déficit ainda deve vir acima da meta.
O economista José Júlio Senna entende que o ideal seria que o Copom já aumentasse a Selic em 0,50 ponto porcentual na reunião da próxima quarta-feira, embora a tendência seja de alta de 0,25 ponto dada a “narrativa de gradualismo”.
“Veio um monte de sinais de dirigentes do BC de que a alta de juros está na mesa, de que vão levar a inflação para a meta, de que têm de reancorar expectativas. O BC falou muito grosso; a meu ver, ajoelhou, tem de rezar. Deram tanto sinal de austeridade e combate à inflação que não tem escapatória agora”.
