Ícone do site Misto Brasil

Posse de Macaé Evaristo tem simbolismo da mulher negra

Ministra Macaé Evaristo Direitos Humanos Misto Brasil

Macaé Evaristo durante a sua posse como ministra dos Direitos Humanos/Divulgação

Compartilhe:

Nova ministra dos Direitos Humanos tem como simbolismo a luta negra pelos direitos e pela relevância dos negros na História

Por Sionei Ricardo Leão – DF

A cerimônia de posse da ministra de Estado dos Direitos humanos e Cidadania, Macaé Evaristo teve a simbologia da presença da mulher negra e quilombola na Esplanada dos Ministérios.

“A minha maior credencial é ser uma pessoa comum”, discursou a gestora.

Macaé Evaristo assume o ministério em lugar de Silvio Almeida, que deixou a pasta sob denúncias de assédio moral e sexual, escândalo que ainda repercute na imprensa nacional. Portanto, a gestão dos direitos humanos permanece sob o comando de uma pessoa negra, mas dessa vez uma mulher.

No pronunciamento, Macaé Evaristo fez várias referências às suas raízes afrodescendentes.

“O senhor me delega um desafio gigantesco, coordenar o ministério”.

Antes de concluir o pronunciamento como uma citação do poeta e escritor mineiro, com ela, Guimarães Rosa: “Cair não prejudica de mais, a gente levanta, a gente sobe”.

Macaé também discorreu sobre dois momentos revolucionários de grande relevo na história, nas palavras dela. A experiência do Quilombo de Palmares no Brasil e a luta dos negros haitianos para se libertarem do domínio colonial francês, no século 18.

A ideia final foi inspirada em um pensamento de Nego Bispo, conhecido autor de artigos e poemas, muitos deles com referência a vida dos quilombolas brasileiros. “Quando as favelas, quilombos e aldeias se unirem o asfalto vai derreter”.

(Sionei Ricardo Leão é jornalista com atuação em Brasília)

Sair da versão mobile