Ícone do site Misto Brasil

Alemanha enviará novas remessas de armas para Israel

Olaf Scholz chanceler alemão Misto Brasília

Olaf Scholz é o chanceler da Alemanha em eleição no Parlamento/Reprodução

Compartilhe:

A ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, também negou que tenham sido interrompidas as remessas de equipamentos militares

Por Misto Brasil – DF

O chanceler federal da Alemanha, Olaf Scholz, anunciou nesta quinta-feira (10) que “em breve” haverá novas remessas de armas para Israel, de acordo com uma decisão tomada pelo governo de coalizão formado por social-democratas, verdes e liberais.

Berlim negou repetidamente ter interrompido as exportações de armas para Tel Aviv, mas os dados oficiais de 2024 fornecidos em setembro indicaram uma redução drástica de mais de 95% em comparação com o ano anterior, confirmou a Agência DW.

“Não decidimos deixar de enviar armas”, afirmou Scholz em discurso no plenário do Bundestag (câmara baixa do parlamento). “Enviamos armas e as enviaremos”, ressaltou, em resposta a uma acusação de apoio insuficiente a Israel feita pela oposição conservadora.

“Não vou violar o sigilo do Conselho Federal de Segurança [responsável por autorizar a exportação de armas], mas tomamos decisões no governo que garantem que novas remessas serão feitas, e vocês verão que essa foi uma acusação falsa”, frisou

O líder da oposição conservadora, Friedrich Merz, havia antes acusado a existência de “fissuras na solidariedade da Alemanha” com Israel.

“Há semanas e meses, o governo alemão vem se recusando a conceder licenças de exportação para a entrega de munição e até mesmo de peças de reposição para tanques a Israel”, disse o presidente da União Democrata Cristã (CDU).

A ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, também negou que tenham sido interrompidas as remessas de armas para Israel, cuja defesa e segurança, segundo ela, é uma “razão de Estado” para a Alemanha.

Perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), Berlim deixou “claro” que fornece armas a Israel e que isso está obviamente em conformidade com a lei internacional, disse ela.

Sair da versão mobile