Apenas os indígenas apresentaram crescimento, enquanto as demais grupos como pretos e pardos, tiveram uma redução de cerca de 20%
Por Misto Brasil – DF
Houve um crescimento 8% de indígenas eleitos nas eleições municipais de domingo (06). A comparação é feita com o pleito de 2020.
Foram 256 candidaturas indígenas eleitas em câmaras municipais – 198 vereadores e 36 vereadoras, oito prefeitos e um prefeita, nove vice-prefeitos e quatro vice-prefeitas..
Eles receberam 1.635.530 votos, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os grupos raciais autodeclarados brancos, pardos, negros e amarelos, apenas os indígenas apresentaram crescimento, enquanto as demais tiveram uma redução de cerca de 20%.
O levantamento foi divulgado pela Campanha Indígena, iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que identificou que o número de prefeitos eleitos caiu ligeiramente, de 10 para nove.
As mulheres indígenas eleitas também sofreu uma leve redução, de 44 em 2020 para 41 em 2024.
O coordenador executivo da Apib, Kleber Karipuna, observou que “sabemos que a representatividade é uma arma poderosa na luta pelos nossos direitos e na construção de políticas que respeitem nossas vidas e nossos territórios”.
A distribuição dos eleitos
Amazônia Legal: 106 indígenas eleitos, com destaque para o Amazonas (47 eleitos) e Roraima (12 eleitos).
Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo: 101 indígenas eleitos, com Pernambuco tendo a maior representação (31 eleitos).
Arpinsudeste: 33 indígenas eleitos, com o Rio Grande do Sul se destacando com 17 vereadores indígenas.
Conselho Terena: 16 eleitos, com Mato Grosso do Sul tendo 15 vereadores indígenas.
