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O que os capas pretas entendem

Ministro Luís Barroso STF posse presidência Misto Brasília

Luiz Barroso foi presidente do Supremo Tribunal Federal/Arquivo/Fellipe Sampaio/SCO/STF

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Talvez algo vá adiante, mas nada que transforme o STF em departamento da Câmara e do Senado Federal

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Uma das regras de sabedoria popular é fazer ouvidos de mercador quando não se quer dar importância ao que se ouviu, a melhor forma de fugir de briga de rua.

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Ontem (10), depois que a Comissão de Constituição e Justiça, irritada, se vestiu para a guerra, praticamente transformando a Suprema Corte num departamento do Congresso, o ministro Luiz Roberto Barroso, presidente do STF, disse. que como toda instituição humana, o Supremo é passivo de erros e está sujeito a críticas  e às medidas de aprimoramento.

Leia – dia de caça ao STF na Comissão de Justiça da Câmara

Porém, se o propósito de uma Constituição é assegurar ao governo da maioria o estado de direitos e os direitos fundamentais, e se seu guardião é o Supremo, chega-se a reconfortante constatação de que o Tribunal cumpriu seu papel e serviu bem ao país nesses 36 anos de vigência da Carta de 1988.

Nada de dizer mais que isso. Os capa pretas sabem muito bem que as medidas propostas pelos irritados membros da Comissão de Justiça não irão adiante como eles querem.

Talvez algo vá adiante, mas nada que transforme o STF em departamento da Câmara e do Senado. Quem nasceu à beira-mar sabe que na onda grande, vagalhão, não se enfrenta. O segredo é mergulhar.

Ouvido de mercador, mergulhar.  Sabedoria popular que os doutos capa pretas muito bem entendem.

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