O presidente norte-americano está na Alemanha, que é o segundo maior apoiador militar da Ucrânia
Por Misto Brasil – DF
A três meses do fim de seu mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, está na Alemanha para o que pode ser considerada sua visita de despedida.
Ao lado do chanceler federal alemão, Olaf Scholz, Biden afirmou nesta sexta-feira (18) que a Alemanha é um dos aliados mais importantes dos EUA e que a estabilidade da Europa e de todo o mundo depende dessa “relação estreita” entre os dois países.
Em discurso na chancelaria alemã, o líder americano afirmou que espera manter o apoio à Ucrânia contra os ataques russos e que vê uma chance para negociar um cessar-fogo de longa duração na Faixa de Gaza e no Líbano após a morte, pelas forças militares israelenses de Yahya Sinwar, líder do grupo extremista islâmico Hamas e mentor do ataque de 7 de outubro.
“É uma oportunidade para buscar um caminho de paz, um futuro melhor em Gaza, sem o Hamas”, afirmou.
Scholz, por sua vez, disse que a guerra da Rússia na Ucrânia abalou os alicerces da ordem europeia. Ele reiterou que Berlim vai permanecer ao lado de Kiev “pelo tempo que for necessário”.
É “graças à sua liderança que os planos de [Vladimir] Putin fracassaram”, disse Scholz a Biden.
O presidente americano frisou que a Alemanha é o segundo maior apoiador militar da Ucrânia – atrás apenas dos Estados Unidos –, ao fornecer equipamentos e armas ao país.
Biden mencionou que, pela primeira vez em décadas, os gastos da Alemanha com defesa equivalem a 2% do PIB do país. “Continue assim”, aconselhou Biden.
Segundo dados do governo alemão, só em 2024, o país direcionou cerca de 7,1 bilhões de euros (aproximadamente R$ 43,5 bilhões) em assistência militar à Ucrânia.
