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Cade recomendou condenação de postos por prática de cartel

Combustíveis bombas Misto Brasília

Preços dos combustíveis são um componente importante na pesquisa sobre a inflação/Arquivo/Divulgação

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As investigações tiveram início a partir de uma representação da Câmara Legislativa do Distrito Federal

Por Misto Brasil – DF

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) recomendou a condenação de diversos postos revendedores de combustíveis do Distrito Federal e Entorno por prática de cartel e trocas de informações sensíveis.

O processo foi enviado ao Tribunal Administrativo do Cade e será distribuído a um conselheiro-relator para posterior decisão do colegiado.

Se condenadas, as empresas estão sujeitas ao pagamento de multas de até 20% de seu faturamento bruto, enquanto os administradores eventualmente responsáveis pela infração podem pagar até 20% do valor aplicado à empresa.

As investigações tiveram início a partir de uma representação da Câmara Legislativa do Distrito Federal, através de um pedido feito pelo deputado distrital Chico Vigilante.

Foram realizados estudos econômicos sobre o funcionamento do mercado que apontaram a existência de fortes indícios de cartelização no mercado investigado.

Em 2015, A justiça do DF autorizou a interceptação de conversas telefônicas entre revendedores com atuação na capital federal.

No mesmo ano, foi realizada a Operação Dubai, que permitiu a atuação conjunta do Cade com a Polícia Federal e o Ministério Público do Distrito Federal. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas sedes de postos revendedores e distribuidoras investigados.

Em 2017, o Cade celebrou um Termo de Compromisso de Cessação (TCC) com as empresas integrantes da mesma rede, seus administradores e alguns funcionários, em conjunto com o MPDFT .

O acordo previu, entre outras obrigações, todas já cumpridas, o pagamento de contribuição pecuniária superior a R$ 90 milhões.

E medidas voltadas para diminuir sua elevada participação no mercado e para que controles internos mais rigorosos fossem implementados, tais como a necessidade de reestruturação societária e de desinvestimento por parte da empresa.

Com base nas evidências coletadas, a Secretaria-Geral concluiu que diversos revendedores de combustíveis atuaram de forma coordenada no Distrito Federal e Entorno.

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