Ícone do site Misto Brasil

CEO do Santander vê piora no cenário no terceiro trimestre

Santander agência Luziânia Misto Brasília

Banco anunciou que vai contratar assessor de investimento para prospectar clientes/Arquivo

Mario Leão observou durante encontro com jornalistas que o mercado vem aumentando as projeções de inflação e dos juros

Por Misto Brasil – DF

Houve uma ‘piora marginal’ do cenário no terceiro trimestre em relação ao segundo, afirmou o CEO do Santander, Mario Leão, durante conferência de resultados com jornalistas, realizado em São Paulo.

Leão lembrou que o trimestre foi marcado por queda da bolsa, enquanto a curva de juros subiu.

O mercado vem aumentando as projeções de inflação e dos juros. O último Boletim Focus já mostra que a alta dos preços irá furar o teto da meta do governo, de 4,5%.

“O segundo trimestre já terminou mais nervoso. Junho foi um mês particularmente volátil”.

“Eu diria que a média do terceiro trimestre foi parecida com junho, talvez pior do que média do segundo trimestre. Então, sim, nós tivemos um terceiro trimestre com mercado perfomando pior, com a bolsa caindo, com a taxa de juros de longo prazo subindo. A taxa pré-fixada é mais importante que a Selic”.

Questionado pelo Money Times se esse sentimento pode frustrar as projeções do banco, o CEO respondeu que não. No terceiro trimestre, o lucro do Santander subiu 34%, a R$ 3,7 bilhões.

“Do ponto de vista na nossa estratégia, do que estamos fazendo todos os dias, não mudou nada do segundo trimestre para o terceiro trimestre. Estamos com o mesmo foco, com a mesma disciplina, com o mesmo direcionamento. A estratégia não pode mudar a cada trimestre, vamos lapidando”.

Lucro do banco foi divulgado

O Santander reportou lucro líquido gerencial de R$ 3,664 bilhões no terceiro trimestre de 2024 (primeiro trimestre), montante 34,3% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2023 e aos R$ 3,5 bilhões previstos pelo consenso LSEG, informou o banco nesta manhã de terça-feira (29).

O lucro societário foi de R$ 3,548 bilhões.

A margem financeira bruta, por sua vez, atingiu R$ 15,2 bilhões, um aumento de 15,8% na base anual.

Já a margem com clientes foi de R$ 14,902 bilhões, incremento de 8% na comparação ano a ano.

Sair da versão mobile