Da história de zerar o déficit primário, o governo passou a prometer ficar no limite da tolerância negativa de 0,25% do PIB
Por Deolindo Aguiar – PI
Tem meses que aqui vem sendo questionada a conduta do governo do presidente Lula da Silva e seu fiel escudeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, assessorado também pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, com relação ao cumprimento de zerar o déficit primário.
A situação sempre foi postegada, empurrada para depois.
No entanto, não se pode dizer que não se conhecia a postura do governo. O presidente Lula da Silva, desde o início, declarou em alto e bom tom que considerava as despesas em determinadas áreas como investimentos e não gastos.
Quer dizer, procurava viabilizar o crescimento da economia.
Dito e comprovado sua teoria de uma previsão em janeiro de crescimento econômico de 0,9% para 2024, hoje, nas mais modestas estimativas, é esperado 3%.
Agora, às custas de quê? Gastos e mais gastos. Até setembro, o saldo das contas públicas, tirando as despesas com juros, o chamado déficit primário, tem um acumulado de R$ 105,2 bilhões.
Da história de zerar o déficit primário, o governo passou a prometer ficar no limite da tolerância negativa de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) permitido no arcabouço fiscal. Isso equivale a até R$ 28,8 bilhões. A Haddad está adiando pacote de medidas.
É hoje, é amanhã, próxima semana e nada de divulgação. Pressão para todo lado. É difícil agradar gregos e troianos.
Vale a pena refletir.
