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A escravidão, a conta e o Dia da Consciência Negra

Capoeira luta marcial

A capoeira é uma luta marcial genuinamente brasileira e remonta à escravidão/Arquivo/Divulgação/Red Bull

Nós fomos os últimos a acabar com a escravidão, pois Dom Pedro II não teve peito de enfrentar os arrogantes barões do café

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Como foi seu primeiro feriado nacional do Dia da Consciência Negra? Muita gente só aproveitou a folga, outros acharam legal a data e muitos disseram que (0:11) isso é besteira.

Reclamaram que por conta das cotas, o filho que ele financiou a peso de ouro perdeu a vaga na Universidade Federal para um preto.

Jorge Caldeira, em seu “A História da Riqueza do Brasil”, informa que até a metade do século XIX, as economias dos Estados Unidos e do Brasil eram do mesmo tamanho.

Entre 1861 e 1865, eles lá entraram numa guerra civil por conta do fim da escravidão. Só na Batalha de Gettysburg, onde Lincoln fez o famoso discurso, morreram 50 mil deles.

Eles se livraram da escravidão, receberam milhões de trabalhadores e os investimentos britânicos da Revolução Industrial.

Nós fomos os últimos a acabar com a escravidão, pois Dom Pedro II não teve peito de enfrentar os arrogantes barões do café.

Você aí que fica reclamando das cotas, é o mesmo que finge que tem gente que muda de calçada quando se aproxima um preto retinto? É chato pagar a conta dos outros.

Vivemos um tempo em que não aceitamos ter ficado mais pobres, que democracia é um detalhe (1:29) que ninguém quis dar golpe, e racismo é uma miragem.

Lamento dizer, nossa conta é grande. Ano que vem vai ter outro dia da consciência negra.

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