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Platão e a ética das emendas parlamentares

Flávio Dino sabatina Senado federal Misto Brasil

Flávio Dino é ministro do Supremo Tribunal Federal /Arquivo

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No Brasil de hoje, o que vale é a moral dos que têm a maioria. Vivemos um tempo em que a razão perdeu lugar para o achismo

Por Genésio Araújo Júnior – DF

Teve um grego lá atrás, Platão, no conjunto de livros da República, dizia que a política era uma atividade comandada pela ética.

No Brasil de hoje, o que vale é a moral dos que têm a maioria. Vivemos um tempo em que a razão perdeu lugar para o achismo.

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No tempo de Bolsonaro, a regra era o autoritarismo e ser contra a ciência. Até hoje, tem gente que acredita nessas coisas. Lula veio com a ética da democracia, também se perdeu.

O ministro Flávio Dino defende a coisa pública ao decidir que as emendas parlamentares orçamentárias sejam transparentes. Sua tese é a da ética, do certo.

Ora, bolas, se a República é o governo do povo pelo povo, o dinheiro público tem que ser conhecido.

Essa tal ética de Dino não agrada a moral da maioria que manda.

Não acredito que Lula e os políticos sejam um bando de venais. Mas a decisão de Dino poderá impedir que se vote a regulamentação da reforma tributária e o pacote de ajustes fiscais dos gastos.

Lula, em nome da sobrevivência política e os políticos,  alegando que seus prefeitos são despreparados, que não sabem preparar projetos orçamentários, não querem saber da tal ética do certo, vão dar um jeitinho brasileiro, o pior deles.

O alemão Otto von Bismarck, quando unificou a Alemanha,  dizia que não se deve perguntar como são feitas as leis e as salsichas. Infelizmente, o tempo passou para Platão, mas não passou para Bismarck.

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