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Governo Lula da Silva destinou R$ 36,9 milhões em propaganda no Facebook

Facebook sede Califórnia Misto Brasília

Sede da rede social Facebook na Califórnia/Arquivo

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Os valores investidos contrariam o discurso governamental, fortalecem as bigs techs e enfraquece o jornalismos regional

Por Misto Brasil – DF

O governo Lula da Silva (PT), que reclama das plataformas digitais e, recentemente do CEO da Meta, Mark Zuckergerg, destinou desde 2023, R$ 36,9 milhões em propaganda para o Facebook.

A rede social, assim como o WhatsApp e Instagram, integram o conglomerado do bilionário norte-americano.

A cifra pode estar subestimada, pois parte das ações publicitárias leva meses até ser confirmada.

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Num artigo publicado ontem, o jornalista Gilmar Corrêa publicou aqui no Misto Brasil, um texto didático sobre as falhas na estratégia de publicidade do governo e de entidades como o Sebrae, Confederação da Indústria, Confederação do Comércio e bancos como o Brasil e Caixa Econômica.

Em resumo, as verbas estatais e paraestatais só fortalecem as bigs techs e os grandes veículos da mídia.

O jornalismo regional e local – que tem papel fundamental na distribuição de notícias verídicas e de interesse da população -, se tornam o primo pobre do bolo publicitário.

De acordo com um levantamento publicado hoje (09) pela Folha de São Paulo, o Facebook assinou contratos para receber ao menos R$ 36,9 milhões em campanhas da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e de ministérios.

O Kwai, segundo maior beneficiado neste ranking, veiculou ao menos R$ 13,5 milhões em propagandas.

De acordo com o jornal, os valores pagos à Meta foram extraídos do portal da Secom sobre inserções publicitárias já realizadas em campanhas de mídia do governo.

O painel aponta R$ 181,6 milhões distribuídos em publicidade na internet pelo governo entre 2023 e 2024.

A lista de empresas que mais receberam nesta categoria ainda tem o Google, com ao menos R$ 13 milhões, o Tik Tok (R$ 11,8 milhões), o X, antigo Twitter (R$ 8,8 milhões), e outros 392 veículos.

Em fevereiro de 2024, a secretaria editou uma instrução normativa estabelecendo regras para a escolha dos veículos nas campanhas de mídia.

O texto visa a “mitigação de riscos à imagem” do governo e diz que as plataformas digitais devem apresentar “termos de uso públicos”, “incluindo regras e ações para combate à desinformação, ao discurso de ódio, ao assédio e à promoção de atividades, produtos ou serviços ilegais”.

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